SUFOCO
Eu queria tanto te dizer, que eu estou pronta e, que a ténue linha entre te ter e te ser já e distante, mas não posso... Falta-me a coragem; o odor do orgulho ainda perfuma docemente o véu que cobre minhas faces e me cega para ver-te melhor. Talvez, definitivamente me entregar!
Mesmo quando penso em nosso devaneio, nego e nego e procuro saídas no presente, mas é em ti, no passado que retomo a jornada. Não me lamento, por tantos desalentos, o encanto ainda em te ter e te ser me orientam através desta poção libertina que me desvirtua e ao mesmo tempo me guia.
Sou, e não estou olhando por querer, ali, no calabouço das amargas lembranças, mas na caixa de Pandora. Sou o que sou, e quero ser em ti e em ti te ter.
Loucas palavras, que faces me mostras, por onde andas? Perguntas, reflexos do quê? Da linda coisa, que um dia disseste eu ter? Que mulher feliz eu sou por escutar tão delicada declaração de amor. Sim, eu pude? E agora, o que fazer?
Vejo-te, no olhar dos outros e me escondo no morno silêncio de uma vida, solidão? Como poderei afirmar isso, se tenho tanto para banhar-me ainda, em ti? Louca, louca...
Sem riso, com sorrisos, músicas, uma leve túnica e o sexo ardente. È assim, que me preparo para mais um momento, contigo ou com um outro, mas, lembre-se: é a ti que me entrego, na profundeza de tua boca, colada na minha. E, sem retratos, eu repasso mentalmente o traçado dela. Sensual, deverás animal.
Eu queria tê-lo aqui, agora e sempre, contudo, por ora, não posso falar, a voz teima em não sair. Não consigo te achar! E parte de mim, quer... Mais do que deveria ser em ti.
By
CYNTHIA MELLO FERRARI
sábado, outubro 20, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
SAUDADES
SAUDADES
Saudades... Remete-me a um toque, a princípio, suave da tua boca; um beijo morno... Ah! Que delícia.
Depois vem outro, mais intenso e mais outro, uma pausa... Pausa, um sorriso. O teu olhar permeado de desejo e meu corpo respondendo, ao mesmo tempo teso e acanhado. As tuas mãos... Sinto arrepios e solto um gemido, me remeto à você... Saudades...
CYNTHIA MELLO FERRARI
Saudades... Remete-me a um toque, a princípio, suave da tua boca; um beijo morno... Ah! Que delícia.
Depois vem outro, mais intenso e mais outro, uma pausa... Pausa, um sorriso. O teu olhar permeado de desejo e meu corpo respondendo, ao mesmo tempo teso e acanhado. As tuas mãos... Sinto arrepios e solto um gemido, me remeto à você... Saudades...
CYNTHIA MELLO FERRARI
CORAÇÃO VALENTE
CORAÇÃO VALENTE
Coração, profundo coração bate forte sem saber que rumo estabelecer. Com muito e ao mesmo tempo, sem nada pra dizer, segue arrastado por aquilo que tenta negar: você!
Poor Coração, doce coração, iludido jogou e espalhou por aí a sensação de ser autônomo e, o pior... Feliz!
Em uma teia, emaranhado, anos permaneceu, fiel, a sabe-se lá o quê. Cochilou, cochichou e quase não escutou o tom do seu bater.
Orgulhoso coração fingiu não ouvir e tentou de tudo. Caminhos íngremes, passagens suaves, viagens e mundos imaginários, frenesis mentirosos. Contudo, e por tudo, de nada adiantou perambular.
Poor coração! Nobre Coração! No passado decidiu buscar, o porquê de tudo ser assim. Por lá, nada havia de real, somente lembranças coloridas. Magoas, dúvidas, ah! Traições... Talvez!
Inconformado o valente coração marchou em frente, sem admitir que não queria perder-te de vista.
Poor coração! Tolo coração!
Tentou ser único e não se perder em você! Sentiu a distância, o silêncio, o sexo escasso. Optou em conviver com o vazio por ... Medo de te enfrentar. Sofrer! Perder! Enfartou! Gritou forte de dor! Doeu... Ah! Como doeu! E agora?
Noites mal dormidas; poesias não escritas. Muito esforço para suplantar aquilo que parecia não poder ser ultrapassado.
Poor coração! Angustiado coração! Não consegues ser autônomo! Por fim, aceitou que te amava, mais do que parecia compreender, em uma sessão de terapia, no vazio do copo de bebida, na fumaça do teu cigarro.
Orgulhoso coração! Sempre, nas palavras murmuradas sem nexo; nas brigas dolorosas, em gestos insanos, ou nos acalantos de outros, ele sempre te guardou.
Poor coração ! Valente coração! Tentou, ainda resistir. Mas, é vencido pela coroa que tanto evitou.
Poor coração! Agora, não lhe resta mais nada! Não resista. Chega de lutar contra si. Nu a tua frente, treme emotivo, olhar perdido, suor frio. Senti dor, senti prazer que percorre latente a carne quente e vermelha. Subjuga-se como um servo fiel, explode em um orgasmo de sentimentos.
Pulsa coração, harmonioso e, finalmente se perde, em muitos outros, não em ti, ainda inseguro, mas vivo.
Coração valente! Brilhante Coração! Divino coração! Agora, já não é mais fugaz!
Por
CYNTHIA MELLO FERRARI
Coração, profundo coração bate forte sem saber que rumo estabelecer. Com muito e ao mesmo tempo, sem nada pra dizer, segue arrastado por aquilo que tenta negar: você!
Poor Coração, doce coração, iludido jogou e espalhou por aí a sensação de ser autônomo e, o pior... Feliz!
Em uma teia, emaranhado, anos permaneceu, fiel, a sabe-se lá o quê. Cochilou, cochichou e quase não escutou o tom do seu bater.
Orgulhoso coração fingiu não ouvir e tentou de tudo. Caminhos íngremes, passagens suaves, viagens e mundos imaginários, frenesis mentirosos. Contudo, e por tudo, de nada adiantou perambular.
Poor coração! Nobre Coração! No passado decidiu buscar, o porquê de tudo ser assim. Por lá, nada havia de real, somente lembranças coloridas. Magoas, dúvidas, ah! Traições... Talvez!
Inconformado o valente coração marchou em frente, sem admitir que não queria perder-te de vista.
Poor coração! Tolo coração!
Tentou ser único e não se perder em você! Sentiu a distância, o silêncio, o sexo escasso. Optou em conviver com o vazio por ... Medo de te enfrentar. Sofrer! Perder! Enfartou! Gritou forte de dor! Doeu... Ah! Como doeu! E agora?
Noites mal dormidas; poesias não escritas. Muito esforço para suplantar aquilo que parecia não poder ser ultrapassado.
Poor coração! Angustiado coração! Não consegues ser autônomo! Por fim, aceitou que te amava, mais do que parecia compreender, em uma sessão de terapia, no vazio do copo de bebida, na fumaça do teu cigarro.
Orgulhoso coração! Sempre, nas palavras murmuradas sem nexo; nas brigas dolorosas, em gestos insanos, ou nos acalantos de outros, ele sempre te guardou.
Poor coração ! Valente coração! Tentou, ainda resistir. Mas, é vencido pela coroa que tanto evitou.
Poor coração! Agora, não lhe resta mais nada! Não resista. Chega de lutar contra si. Nu a tua frente, treme emotivo, olhar perdido, suor frio. Senti dor, senti prazer que percorre latente a carne quente e vermelha. Subjuga-se como um servo fiel, explode em um orgasmo de sentimentos.
Pulsa coração, harmonioso e, finalmente se perde, em muitos outros, não em ti, ainda inseguro, mas vivo.
Coração valente! Brilhante Coração! Divino coração! Agora, já não é mais fugaz!
Por
CYNTHIA MELLO FERRARI
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