quinta-feira, dezembro 21, 2006

A MAGIA DO NATAL


A magia do natal me remete a minha infância, permeada por Papai Noel, presentes de baixo da cama, a família reunida, música...


A magia do natal me remete somente as boas lembranças, montar a árvore, comprar os presentes e também ser o Papai Noel.


A magia do natal me remete ao meu eu criança, grande parte do tempo escondido, mas real.


A magia do natal me remete a todas as crianças pequenas e adultas simbolizadas por este anjo que o divino me enviou.
Luiz Felipe: A magia do meu Natal!
Cynthia Mello Ferrari



sábado, dezembro 16, 2006

A CONTADORA DE HISTÓRIAS

Quando ao longe o trem apitou anunciando sua chegada na estação, estava atrasado a mais de uma hora. O grande relógio no início da plataforma – no estilo do Big-Bem Londrino, marcava 18.45hs. As pessoas andavam de um lado, para o outro, iam e viam.Talvez algumas, cansadas pelo calor sufocante da tarde, parte delas irritadas de tanto esperar, outras ansiosas em rever ou encontrar alguém.

Duas mulheres conversavam baixinho, e pareciam estar muito aflitas. A primeira, alta, jovem e bonita. A segunda, mais velha, branquela e miúda. Quem às observa-se teria a nítida impressão de existir certa tensão entre as duas, pois externavam fisionomias carrancudas e mal se olhavam enquanto falavam. Contudo, ambas esperavam o marido da galega.

Sentada em um banco, ao lado da porta do saguão da estação, lá estava eu. Olhando calmamente aquele burburinho, segurando um livro aberto nas mãos, mais para disfarçar o meu interesse nas pessoas ali, do que propriamente com vontade de lê-lo. Existiam também, outras pessoas, mas que por ora, não vem ao caso nesta nossa história.

Assim que a porta do primeiro vagão abriu, ele desceu primeiro. Caminhava à frente dos demais passageiros em passos largos, apressados, com a coluna ereta e trajes sociais da época, vale dizer: impecáveis! O seu aspecto, era de uma pessoa muito respeitável. Todavia, a respeitabilidade não disfarçava a feiúra daquele homem.

Verônica deu um passo à frente e cumprimentou-o. Julião, por sua vez, de maneira distante, só lhe acenou com a cabeça. Ela insistiu: - Fez boa viagem, Julião?

O homem que segurava uma pequena valise decidiu sorrir, colocou-a no chão, porém ignorou, literalmente a saudação feita por ela antes, mas disse:
- Que bom que vocês duas vieram me esperar! Dando ênfase na voz ao usar a palavra “duas” e só depois da menção feita e que continuou a frase respondendo para Verônica, laconicamente: - A viagem foi muito proveitosa...
As duas mulheres se entreolharam, talvez espantadas pela resposta tão reticente, mas de uma maneira muito especial e, para quem não às conhece-se, ou as tivesse observando como eu, poderia até jurar estar ali duas amigas ou irmãs; parentas próximas que esperavam por aquele homem, apesar da tensão entre elas.

Linda, a outra mulher, afastou-se um pouco para dar passagem ao Dr. Julião:
- Mariana teve muita febre esta noite e quase não dormi. Dei banho de água fria na menina, até ela melhorar.
Julião, por sua vez, continuou parado, mas, virou o rosto em sua direção para melhor observá-la e respondeu:
- Sei... E em seguida perguntou: - Melhorou?
- Um pouquinho. Vamos ver como ela passa esta noite, disse a moça evitando olhá-lo nos olhos.
Ele escutou demonstrando ares de interesse, contudo estava agora, mas desconfiado do que antes, mas respondeu:
- Sei... E em seguida acrescentou - E os meninos, Verônica? Também passaram mal? Dito rapidamente, meio que para disfarçar a sua suspeita.
- Ah!... Os meninos?Ah! Estão todos bem.

O homem riu com a resposta dada, apanhou sua valise de cor preta, entendendo o recado e disse às duas:
- Vamos? Sem trocarem mais nenhuma palavra saíram da estação. Ao longe, pensei comigo: Estes três!

Dr. JULIÃO

Chegou à hora de conhecermos um pouco mais sobre o Dr. Julião. Bem... Apesar do título usado na frente de seu nome, não era médico, mas também não era advogado. Um homem respeitado, vamos assim dizer. Afinal, era um rábula eficiente a serviço dos ricos fazendeiros da região, o que lhe dava certo status e direito de desafiar a moralidade local.

Tinha lá, entorno dos seus 35 anos, situação financeira estável e, muitos casos jurídicos importantes ganhos. De estatura mediana, era muito magro, olhos estatelados e brilhantes, um nariz adunco e, cabeça calva.

Sim! Era muito feio, mas o que não tinha de favorecimento físico, sobrava de inteligência. Certamente, isso não significa que o homem era um santo ou um demônio, simplesmente usava ao seu favor, a fragilidade de seus clientes: Era astuto! Por outro lado, amava sua família, ao seu modo, muito peculiar que, para muitos estava muito distante de ser reconhecido como amor.

Naquele início de noite, ele estava exausto quando chegou; o dia fora corrido e o atraso da locomotiva não estavam planejados. A única coisa que desejava, era um bom banho e uma taça de vinho. Entretanto, ficou muito intrigado quando ao descer do vagão avistou as duas mulheres na plataforma esperando por ele.
- Que raios estão as duas fazendo aqui? Pensou consigo rapidamente. Certamente não é boa coisa, devem ter brigado novamente. Logo hoje que estou tão exausto! O melhor é fingir que nada notei. Assim, não tenho que tomar nenhum partido e posso escolher como dormir esta noite.

A ESPOSA

Mas deixemos um pouco de lado, as apreensões do rábula, chegou o momento de conhecermos um pouco mais sobre a outra protagonista desta história.

Verônica conheceu o, Dr Julião no velório de sua madrinha de batismo - sua mãe adotiva, convenhamos, uma data nada propicia para despertar paixões. Já não era tão moça na época, entretanto não era velha também. Simplesmente tinha passado alguns anos da idade em que as moças eram casadoiras. Não tinha grandes dotes físicos, mas como também não era feia, não entendia o porquê de ainda ser solteira. Era comum: Nem bonita, nem feia. Nada especial! Branquela como as pessoas diziam. Muito devota de Santa Edwiges fez até uma promessa. Tinha fé que o seu dia de casar chegaria, cedo ou tarde: E chegou!

Lógico! Não foi amor à primeira vista, estava tão deprimida que pouco notou aquele rábula durante a cerimônia, nem se quer a sua feiúra. De recordações, além da tristeza fixou na mente somente aquele pêsames dado por ele: - Meus sentimentos, senhorita. O coronel Joaquim Bento me enviou, para ajudar no que for necessário.

E assim foi, além de cuidar do enterro, desembaraçou a papelada da pós-morte da madrinha e por fim, um dia, sem se preocupar com o tempo do resguardo do luto dela, surpreendeu-a com o pedido de matrimônio. Sem opções, sozinha no mundo, decidiu se casar com aquele desconhecido que considerava feio, mas já tinha fama de esperto e parecia ser bom. Será que não temos aqui, a primeira aparição da compaixão nesta história? Ela sentia tanta pena de si que não pensou duas vezes antes de casar com ele. Veremos a seguir se a tese se confirma.

Os primeiros anos foram até muito tranqüilos, a pequena casa herdada por ela, foi vendida e outra comprada no lugar na cidade onde ele residia. A fama de respeitado rábula foi aumentando no mesmo ritmo de sua prole masculina. Quatro filhos homens! Mas nada, de se ter uma menina! Verônica se sentia aflita, pois ele insistia que deviam ter uma, o que significava ter de encará-lo, várias vezes ao mês na cama. E definitivamente, esta era a pior parte do seu casamento. Ela fingia sentir prazer. Afinal não queria decepcionar quem a tinha resgatado da solterice.


AS NOVIDADES

O tempo se passou, as crianças ainda eram pequenas e, um dia ele chegou trazendo consigo novidades: E que novidades!

Entrou sala adentro sem nada dizer, colocou o chapéu no mancebo ao lado da porta, beijou os filhos, se encaminhou até ela e sem muitas explicações disse: - Verônica está é Linda e a partir de agora vai morar conosco, junto com nossa filha, Mariana.

Verônica ficou pasma e muda, assustada. Não tinha certeza do que havia escutado ou se tinha ouvido direito. Só então, percebeu a sombra de uma silhueta atrás dele. Contudo, continuou calada. O Dr. Julião ficou irritadíssimo com a falta de reação aparente da mulher, olhou bem firme nos olhos dela e retrucou sarcasticamente:
- Parece que você não entendeu. Vou repetir: Está é Linda e Mariana, minha filha, com ela. Portanto, elas vão morar conosco, tudo dito pausadamente com a intenção de chocá-la.

Realmente, o choque foi tanto que não permitia que ela se movesse, reclama-se ou fizesse algo. Somente a mente parecia funcionar, todo corpo estava teso, até os músculos do rosto estavam paralisados e se recusavam entender a situação. Porém, agora o pensamento estava alerta, só então ela se dava conta, de o quanto, o rábula era estranho e conseguia ser perverso.
- Que filha nada! Ele gosta de um rabo de saia. Pervertido! Não! Esta mulher não vai ficar aqui! Quem ele pensa que é? Eu sou a mulher dele! E se ele, não me quiser mais? Deus... Ele domina as leis! Não! Talvez, eu devesse ter dormido com ele mais vezes, feito àquelas coisas... Não é pecado! Minha santinha Edwiges me ajude, por favor! Ah! Mas, ele foi tão bom comigo!

As emoções da mulher se alternavam entre revolta e medo, ódio e pena de si. A compaixão se infiltrando mais e mais nas entranha de Verônica. Para completar o seu desespero, Julião, ainda não terminara os absurdos da noite e disse aos filhos:
- Meninos, vocês agora têm mais uma mãe e uma irmã! Venham cumprimentá-las! E voltando-se para a mucama da casa, ele ordenou:
- Elvira arrume por ora, o quarto de hóspedes para duas até eu decidir, aonde vão ficar!
A serva, assustada também não ousava dizer nada e saiu da sala rapidamente para cumprir as ordens do seu “doto”. Novamente, a compaixão permeia o destino de Verônica e, bloqueia as emoções, o agir. A complacência por ele vence!

LINDA

Linda era a única filha mulher e a caçula, de oito irmãos. Desde criança chamava atenção pela formosura e também por ser considerada a “lentinha” dos Oliveira. O que significava ser um fardo - não reconhecido, para uma família grande e de poucas posses. A única vantagem que acreditam ela ter: Ser bonita, dando alguma esperança aos pais de um dia poder casá-la com um homem de bem.

Sua fama de tola percorreu o lugarejo onde vivia, o que lhe dava poucas chances de conseguir um bom marido, mesmo com tanta beleza. Todavia, o perfil acima descrito de longe era verdade de ser. Carolina fingia muito bem, e era muito astuta. Ao contrário, por ser muito esperta, aos poucos foi descobrindo que sua preguiça, às vezes era confundida com algum problema, graças à ingenuidade dos pais e irmãos que a mimavam muito. Assim, quando não lhe interessava fazer alguma coisa fingia demorar ou não conseguir.

Conforme foi crescendo e entendendo as extremas dificuldades que sempre rondavam a família, também percebeu que se demonstrasse muita normalidade estaria condenada a viver para sempre naquele lugar sem futuro, com um marido bronco. Desenvolveu então, a tal artimanha de ser lerda. Uma forma de ludibriar as tarefas da escola, do serviço doméstico e o mais importante: O de viver ali para sempre!

As pessoas tinham tanta pena dela, compaixão por aquele ser tão mimoso, mas tolo. Melhor, assim! Pensava a criatura. Bem...

Até este ponto percorrido por nossa história fica claro o quanto à compaixão também pode ser manipulada a favor do interesse de alguém. Por outro lado, é interessante ressaltar que o Dr. Julião e Linda tinham muito em comum: A esperteza e a ambição acrescidas do pleno entendimento do significado da estética física em suas vidas.


O REVERSO DA MOEDA

Linda não perdeu a oportunidade quando esta surgiu, nem ao menos hesitou ou teve algum tipo de escrúpulo. Ela só queria viver uma vida melhor, sem tantas limitações financeiras, mesmo tendo que se passar por lerdinha. Bastava uma mãozinha do destino, a chamada sorte! Muito diferente de Verônica que depositou toda a sua esperança nas mãos de uma santinha.

Um dia, o Dr. Julião apareceu por aquelas bandas para atender um caso de contenda de umas terras para o mais rico fazendeiro da região. Uma parada na venda do pai de Linda, emaranhou o destino do rábula ao da moça. Assim que soube quem ele era, a jovem começou a arquitetar o seu plano. Não precisou se esforçar muito e se insinuar para o rábula, os dotes físicos faziam quase tudo por si só, principalmente quando o homem tem a carne fraca. Em uma segunda visita ao lugarejo, o rábula não agüentou de desejo e investiu na moça. Devemos esclarecer que o retorno tão rápido não era necessário, mas foi provocado, pois o Dr. Julião ardia de desejo pela jovem e consequentemente, Verônica chamada a comparecer mais vezes, fazendo-a sofrer muito com isso.

Ele não conseguia acreditar muito como a jovem podia ser: - Tão linda e tão tola! Mas por fim, era convencido por sua auto-imagem:- Bem, ela só pode ser muito tola para se entregar a um homem feio como eu.

Contudo, lembramos que o seu interesse era explicitamente carnal e o fato de ser tola não minimizava os seus desejos.
Foram vários retornos feitos por ele a aquele lugarejo; a família de Linda fechava os olhos por que o homem era poderoso. Até que a notícia chegou: Ela engravidou! Casar com ela? Todos sabiam, não ser possível. Deixar a filha difamada, pior ainda. Então, o que fazer?

O caso foi abafado com a intervenção do Coronel Santos, o rico cliente do Dr. Julião, mas ainda tinham que decidir o que fazer com a mãe e a criança. A solução foi dada pelo próprio Rábula: Assim que a criança nascer, eu a levo para viver com a minha família!Mas ainda tinha a questão da reputação de Linda, resolvida ao levá-la para a capital até ter a criança.

Para Linda, estava tudo indo muito bem. Na capital, ela daria um jeito de ficar com o filho e ser mantida por ele. O que a tolinha não esperava era ter que viver com a esposa de fato de Julião. O rábula no começo até se sentiu culpado quanto ao destino da moça, chegou perto da compaixão, embora o que lhe interessava era o prazer de macho na cama que esta oferecia. Nem nos melhores bordéis ele se sentira tão macho com alguém. E foi isso que o fez decidir em ter duas mulheres, ou melhor, duas esposas e usar a sua fama para se desvencilhar da moralidade das pessoas.

Linda, por sua vez, presa em suas próprias teias não teve muito que fazer, a não ser concordar e trocar sua esperteza por aquele destino. Às vezes, quando ficava angustiada lembrava que era melhor ser a segunda a viver na pobreza do seu vilarejo.


O TRIÂNGULO

O começo não foi nada simples para aqueles três. As senhoras deviam viver em um ambiente familiar para não criar problemas para as crianças.
- Sem traumas, dizia convicto Julião que sabia muito bem o que era isso.
Era esta a regra imposta pelo Dr. Julião, onde as duas dividiriam tudo: A casa, os serviçais, as responsabilidades com os filhos e com a casa.

É lógico, que Linda tentou passar por tolinha, mas logo entrou nos eixos, pois levaria a pior se assim continuasse. Sobre isso, o Dr. Julião decidiu se fazer de morto e nada dizer a respeito da sua mudança. Mas, o mais difícil para as duas, não era os comentários maldosos das pessoas sobre o estilo de vida deles, pois estes, ficavam velados pelo poderio do homem que subjugava tudo e todos, até o padre da paróquia local. Ou mesmo dividir as posses financeiras entre elas. O ruim era saciar a voracidade sexual do homem, após o destino tê-los reunido.

As brigas aconteciam constantemente, entre quem iria dormir com ele, em qual noite ou se seriam as duas. Voltamos aqui relembrar que para Verônica era um suplício e para Linda fora o meio para se safar do outro destino. Em nenhum dos casos elas gostavam de tê-lo na cama, e também não podiam confessá-lo. Pois, certamente o rábula arrumaria uma terceira e elas perderiam os filhos e as supostas regalias. E agora, passava a ser uma disputa interna entre as duas, por quem ele daria mais atenção ou, melhor: Com quem ele mais dormiria, apesar de detestarem. Para elas esta era a garantia!

Entretanto o ser humano tem a capacidade de se adaptar nas situações mais incríveis quando presos a certos tipos de sentimentos buscando refúgio. Voltemos a nossa história. A poeira assentara e tirando as brigas do “quem dormem com quem”, eles conviviam até que de uma maneira amistosa. Bem lá no fundo, aquelas mulheres não tinham nem um pouco compaixão por si. Verônica se tornava mais carola e busca nas orações um apoio para aceitar aquela dúbia situação.Linda não tinha a mesma sorte da primeira, pois não tinha fé em nada e a fé que sentia em si, esta a muito, tinha ido embora em conseqüência da má escolha.

Neste ponto da história é que encontramos as duas a discutir na plataforma, decididas a fazê-lo escolher a quem delas ele realmente queria. Porém, Julião, sabia que um dia elas tentariam coloca-lo na berlinda, o que causou preocupação e desconfiança ao vê-las juntas esperando por ele. Naquela noite, para fugir do embate e como também estava muito cansado se decidiu por dormir sozinho.

Na manhã seguinte, acordou cedo, se trocou rapidamente, mal tomou o desjejum e saiu sem dar nenhuma satisfação para as suas mulheres. Elas, nada acharam de estranho, pois normalmente ele não o fazia mesmo. Cada uma foi cuidar dos seus afazeres, mas como sempre, só preocupadas de quem seria a vez da cama daquela noite e a decisão que ele teria de tomar. O rábula só voltou ao anoitecer, chegou de mansinho, colocou o chapéu no mancebo ao lado da porta, beijou os filhos e voltando-se para elas disse:
- Queridas! Esta é Ana Elvira e meu caçula, João. De hoje em diante, os dois vão morar aqui conosco.
As duas, se entreolharam sem nada dizer, afinal não era preciso, enquanto o rábula complementou:
- Agora, vocês não precisam mais brigar. Ana Elvira vai revezá-las.

Verônica não quis saber de escutar mais nada, saiu da sala revoltada com a Santa, e agora sabia nunca tê-la protegido. Linda, correu para o quarto e olhou para o espelho revoltada, pois de nada adiantou a sua beleza, depois a sua suposta esperteza e muito menos sentir pena de si.

Nunca saberemos ao certo, o que este homem pensava sobre elas. A primeira esposa e mulher de fato pela lei, ele certamente se interessou por achar que lhe caia bem o pequeno dote- já que a sua feiúra afastava outras moças ricas e belas apesar de sua fama. Pela segunda, a beleza lhe provocou a luxúria que em vez de embaraçá-lo abriu novas perspectivas de se sentir homem. A terceira veio pelo vício da carne que a fraqueza das duas outras proporcionou: A compaixão.

E viveram juntos para sempre!
Cynthia Mello Ferrari
FIM