OFÍCIO DE ESCREVER : PALAVRAS
Mensagens,textos, contos,crônicas,poemas,poesias e blogsnovelas.
sábado, dezembro 04, 2010
sábado, agosto 22, 2009
VIAJAR E IMAGINÁRIOS

LISBOA - CASTELO DE S. JORGE - FOTO - CÉLIA MELLO
Por que será que viajar é um dos maiores desejos do homem? Apropriando-me de uma linguagem poética, iniciei assim, um artigo dirigido aos leitores do então, Suplemento de Turismo, Viagem, do O ESTADO DE S.PAULO. O objetivo era indagar ao leitor sobre o significado, o fascínio que as viagens exercem em nosso imaginário e levá-los há pensar um pouco mais sobre a importância das experiências em viajar para nossas vidas. Convido vocês agora, para novamente incursionarmos através do texto sobre o significado de:“Viajar é como um passe de mágica, que nos remete, em um abrir e fechar de olhos, ao passado aprendido nos livros. Uma viagem também é capaz de nos arremessar ao futuro imaginado em nossas mentes ou visto nos filmes. É possível ir além. Um passeio em outras cidades e países nos coloca diante de conhecimentos nunca antes imaginados. Viajar é o ato de se buscar um prazer impalpável, impossível de ser traduzido em palavras ou mesmo reproduzido em fotos e filmes. Viajar é um som harmonioso que vibra em nossas mentes com a possibilidade de descobrir novos caminhos e trilhar a nós mesmos, com mais consciência e lucidez. Viajar é poder realizar os sonhos e desejos mais profundos de adultos e crianças. Seja por intermédio de roteiros culturais, religiosos e ecológicos ou mesmo para fechar grandes negócios. Viajar pode ser tudo isso ou muito mais - depende só de você. Os homens viajam desde os tempos primordiais e continuarão ao longo dos anos, enquanto houver a motivação interna de alcançar novas fronteiras e enfrentar novos desafios. Por que viajam não é a questão primordial, mas sim para que viajam. Cada indivíduo terá sua própria resposta, mas a minha é esta: viajar é poder ter por algum tempo a chave dos nossos destinos nas mãos”. Mello (1997,p.2)
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
AGE OF AQUARIUS - VOCÊS SE LEMBRAM?
Age Of Aquarius (tradução)
The Mamas and the Papas
Composição: Indisponível
"Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmonia e compreensão
Simpatia e confiança existirá
Não mais falsos ou ridículos
Sonhos vivos brilhando as visões
Revelação de cristal místicos
E a liberação da verdadeira mente
Aquarius!
Aquarius!
Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!
Aquarius! "
No alvorecer de 14 de fevereiro de 2009,exatamente amanhã, estaremos entrando na era de aquarius, descrita na canção e versus de Mamas e Papas, 40 anos atrás.
Que ela seja bem vinda!
Que ela seja próspera!
Que ela permei nossos sonhos e olhares para vida, com às pessoas!
Que possamos, finalmente entender o que é: fraternidade e paz!
by
CYNTHIA MELLO FERRARI
The Mamas and the Papas
Composição: Indisponível
"Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!
Aquarius!
Harmonia e compreensão
Simpatia e confiança existirá
Não mais falsos ou ridículos
Sonhos vivos brilhando as visões
Revelação de cristal místicos
E a liberação da verdadeira mente
Aquarius!
Aquarius!
Quando a lua estiver na sétima casa
E jupiter alinhar-se com o marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas
Este é começo da época de aquarius
A época de aquarius
Aquarius!
Aquarius! "
No alvorecer de 14 de fevereiro de 2009,exatamente amanhã, estaremos entrando na era de aquarius, descrita na canção e versus de Mamas e Papas, 40 anos atrás.
Que ela seja bem vinda!
Que ela seja próspera!
Que ela permei nossos sonhos e olhares para vida, com às pessoas!
Que possamos, finalmente entender o que é: fraternidade e paz!
by
CYNTHIA MELLO FERRARI
segunda-feira, dezembro 22, 2008
KALACHAKRA - A MANDALA DA PAZ
terça-feira, julho 22, 2008
PRINCESA
PRINCESA
A noite está quente, reviro-me na cama, nua e a pele do meu corpo roça no frescor do lençol acetinado e, se arrepia. O calor sufoca e afasta o meu sono. Penso em nós. O sexo arde, mas não quero tocá-lo. E também não quero mais este negócio de você longe e este desejo preso no meu corpo.
Sem alternativas, levanto em busca de alívio, penso em uma ducha fria, uma tentativa de apaziguar o tesão que sinto. Quando percebo à água fria já me alcançou, primeiro toca os cabelos, depois desce suavemente pelas faces, ganha força entre os seios e atinge o baixo ventre.
-Ui!... Outro arrepio, o que indica que ao contrário do esperado continuo excitada. Um suspiro e... Mãos fortes me abraçam por trás, apertam e acariciam os meus seios; lábios mornos beijam minha nuca. Imagino ser você, porém rapidamente percebo que não são às tuas mãos impacientes, nem tua boca distante. Em vez de me assustar sinto um inexplicável prazer...
- Princesa! É a palavra que o estranho homem sussurra aos meus ouvidos. Fecho os olhos e não me atrevo abri-los, pois sei, não ser a tua voz ou mesmo o teu hálito, tão conhecidos.
Quem será?
- Princesa! A voz diz novamente e, me excita mais... Tento girar o corpo para ver o rosto. Mas sou segurada, agora mais forte, obrigando-me a permanecer parada enquanto o membro teso do desconhecido toca-me entre coxas. Estranho... Não sinto-me nem um pouco culpada por não ser você. Ou mesmo, por esse desejo, não ser mais por você.
Ouço outra vez, o tom rouco de tesão dizer: - Princesa!
- “Diu”! Quem é você? Digo baixinho.
As mãos agora tocam os meus lábios, ao mesmo tempo, em que deixo-me levar pela insanidade do momento e mordo, sem vergonha, às pontas destes dedos abusados. Já não me importa quem ele seja ede que maneira chegou. E sim, que está aqui, pois é certo: Você não quis estar.
O elemento água continua sua performance sensual e acompanha o ritmo das carícias que trocamos. Finalmente, o estranho homem permite que eu me vire, contudo estou decidida em não querer saber mais quem ele é ou mesmo de conhecer os seus traços.
- Princesa! Ele diz novamente, enquanto toca primeiramente, com suavidade o meu queixo, em seguida, os seus lábios nos meus que se abrem em frenesi; minhas mãos, pela primeira vez, atrevem-se a explorar o seu membro másculo: Sim, certamente não são os seus...
- Percebe o que está me acontecendo? Ele não para e você também não chega para nos interromper, eu penso.
Ele insiste em dizer: - Princesa! E abre novos caminhos em meu corpo, com sua língua atrevida e vibrante. Solto um gemido, e pergunto: - O que quer de mim? Em resposta recebo mais beijos, carícias que alternam-se com pequenas mordidas e não permitem que eu faça nada à não ser continuar rendida aos avanços desse misterioso macho.
- Princesa... É a única palavra que escuto durante estes desvairados momentos; um misto de elucubração, ardor febril, sexo, tesão alado.
Um luxuriante desejo de “ter” que me cega: já que você não quis “ser” em "mim", nesta noite.
BY
Cynthia Mello
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
TODAS TEMOS UM BRUXO EM NOSSAS VIDAS FEMININAS
O BRUXO
Toda mulher é uma maga e tem um bruxo em sua vida, disse alguém em algum tempo. Provavelmente uma mulher e assim, encerro o meu desamor com você hoje, pensei, mas não disse e fechei a ducha.
- Hei, hei... Aonde você vai? Não terminamos, olhe pra mim? Escutei, ele me dizer. Certamente só podia ser mais uma de suas piadas de mau gosto, foi o que pensei, portanto não lhe dei ouvido e muito menos voltei minha atenção para olhá-lo novamente.Contudo, senti o seu olhar nas minhas costas, me perscrutando, alfinetando. Diu? Como ele me atormenta às vezes e, hoje, é um desses dias.
Enxuguei o corpo, procurando manter a calma, coloquei a toalha em cima da cadeira e fui para o quarto, enquanto ele falava, aliás, este era o seu maior defeito: nunca se calar.
- Duvido que vai continuar a me ignorar, a frase saiu em tom irônico, mas como disse antes, fingia que não era comigo, alcancei à calcinha, a vesti tranqüilamente, quando ele então, ousou em dizer:
- Calcinha nova, pretinha, am... Gato novo na parada ou um tigrão?
Não respondi e muito menos me virei, ai que ódio! Como ele se atrevia a falar assim? Mantive-me calada, pois era exatamente esta, a intenção da criatura, me tirar do sério, ou melhor, me confrontar com ele.
Continuei me trocando, coloquei o sutiã e ele insistia, com aquela vozinha...
- Você não esqueceu nada? E os creminhos, tão caros... Lembra, você teve que pagar em vezes? Tem certeza que não vai usá-los? Eles só fazem efeito usados diariamente, foi você quem disse, lembra? O gato não gosta de mulher perfumada, pele macia?
Não acreditei no que estava ouvindo, ele estava conseguindo o que queria, me transtornar! Todavia, novamente me contive, respirei fundo, abri o armário, retirei o vestido vermelho e peguei o par de sandálias pretas, bem altas, enquanto o ser inanimado continuava a sua provocação:
- Ah! Realmente a coisa é séria hoje, o vermelhinho... As sandálias pretas...
- Cara dá um tempo! Só sendo maga para te agüentar todos os dias... Sempre tem algo errado! Quando vou me livrar dos seus comentários, disse em um impulso enquanto colocava o vestido.
- Calma moça! Eu também te digo coisas legais. Veja, você está muito bem com o vestido que escolheu, bonita. Uau! Se for um gato ele vai virar até um tigrão hoje!
Já devia ter me livrado dele, foi o que pensei ao escutar o comentário. Ah! Mas, devo admitir que não consigo viver sem ele, por isso, me sinto uma maga, me transformando dia a dia, me transmutando, buscando formulas para ultrapassar certos comentários, dele, é obvio!
Decidi, finalmente encará-lo e respondi olhando-o de frente, firme:
- Não importa, o que você tente me mostrar, ainda me sinto próxima aos vinte anos, melhor, trinta, quarenta... Não importa, tenho à alma vibrante, apaixonada e cheia de sonhos e desejos. Adoro sexo, gente bonita, dança e música. È isso! Sim... Sou jovem e faceira e, por mais que tente me deprimir, dizer ao contrário, eu não permito, ou melhor, não te dou o direito para isso. Fica quieto agora, pois preciso acabar de me arrumar... Olha só o batom novo que eu comprei, gosta?
- Bárbaro, “rouge” combina com o vestido e com as suas unhas, o gato vai adorar! Dito, em tom conciliador, mas sem perder o “q” de deboche.
E assim, por ora, fizemos as pazes até o próximo embate. Mas, juro pra vocês que um dia seremos felizes para sempre. Eu e o bruxo do meu espelho!
By
CYNTHIA MELLO FERRARI/ 2008.
domingo, janeiro 13, 2008
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Desejos à 2008
2008
Em 2008 espero que a humanidade consiga se distanciar um pouco da sedução do “TER” e assim, aproximar-se mais do “SER”.
Boas Festas!
Cynthia Mello Ferrari
Em 2008 espero que a humanidade consiga se distanciar um pouco da sedução do “TER” e assim, aproximar-se mais do “SER”.
Boas Festas!
Cynthia Mello Ferrari
sábado, outubro 20, 2007
SUFOCO
SUFOCO
Eu queria tanto te dizer, que eu estou pronta e, que a ténue linha entre te ter e te ser já e distante, mas não posso... Falta-me a coragem; o odor do orgulho ainda perfuma docemente o véu que cobre minhas faces e me cega para ver-te melhor. Talvez, definitivamente me entregar!
Mesmo quando penso em nosso devaneio, nego e nego e procuro saídas no presente, mas é em ti, no passado que retomo a jornada. Não me lamento, por tantos desalentos, o encanto ainda em te ter e te ser me orientam através desta poção libertina que me desvirtua e ao mesmo tempo me guia.
Sou, e não estou olhando por querer, ali, no calabouço das amargas lembranças, mas na caixa de Pandora. Sou o que sou, e quero ser em ti e em ti te ter.
Loucas palavras, que faces me mostras, por onde andas? Perguntas, reflexos do quê? Da linda coisa, que um dia disseste eu ter? Que mulher feliz eu sou por escutar tão delicada declaração de amor. Sim, eu pude? E agora, o que fazer?
Vejo-te, no olhar dos outros e me escondo no morno silêncio de uma vida, solidão? Como poderei afirmar isso, se tenho tanto para banhar-me ainda, em ti? Louca, louca...
Sem riso, com sorrisos, músicas, uma leve túnica e o sexo ardente. È assim, que me preparo para mais um momento, contigo ou com um outro, mas, lembre-se: é a ti que me entrego, na profundeza de tua boca, colada na minha. E, sem retratos, eu repasso mentalmente o traçado dela. Sensual, deverás animal.
Eu queria tê-lo aqui, agora e sempre, contudo, por ora, não posso falar, a voz teima em não sair. Não consigo te achar! E parte de mim, quer... Mais do que deveria ser em ti.
By
CYNTHIA MELLO FERRARI
Eu queria tanto te dizer, que eu estou pronta e, que a ténue linha entre te ter e te ser já e distante, mas não posso... Falta-me a coragem; o odor do orgulho ainda perfuma docemente o véu que cobre minhas faces e me cega para ver-te melhor. Talvez, definitivamente me entregar!
Mesmo quando penso em nosso devaneio, nego e nego e procuro saídas no presente, mas é em ti, no passado que retomo a jornada. Não me lamento, por tantos desalentos, o encanto ainda em te ter e te ser me orientam através desta poção libertina que me desvirtua e ao mesmo tempo me guia.
Sou, e não estou olhando por querer, ali, no calabouço das amargas lembranças, mas na caixa de Pandora. Sou o que sou, e quero ser em ti e em ti te ter.
Loucas palavras, que faces me mostras, por onde andas? Perguntas, reflexos do quê? Da linda coisa, que um dia disseste eu ter? Que mulher feliz eu sou por escutar tão delicada declaração de amor. Sim, eu pude? E agora, o que fazer?
Vejo-te, no olhar dos outros e me escondo no morno silêncio de uma vida, solidão? Como poderei afirmar isso, se tenho tanto para banhar-me ainda, em ti? Louca, louca...
Sem riso, com sorrisos, músicas, uma leve túnica e o sexo ardente. È assim, que me preparo para mais um momento, contigo ou com um outro, mas, lembre-se: é a ti que me entrego, na profundeza de tua boca, colada na minha. E, sem retratos, eu repasso mentalmente o traçado dela. Sensual, deverás animal.
Eu queria tê-lo aqui, agora e sempre, contudo, por ora, não posso falar, a voz teima em não sair. Não consigo te achar! E parte de mim, quer... Mais do que deveria ser em ti.
By
CYNTHIA MELLO FERRARI
terça-feira, outubro 09, 2007
SAUDADES
SAUDADES
Saudades... Remete-me a um toque, a princípio, suave da tua boca; um beijo morno... Ah! Que delícia.
Depois vem outro, mais intenso e mais outro, uma pausa... Pausa, um sorriso. O teu olhar permeado de desejo e meu corpo respondendo, ao mesmo tempo teso e acanhado. As tuas mãos... Sinto arrepios e solto um gemido, me remeto à você... Saudades...
CYNTHIA MELLO FERRARI
Saudades... Remete-me a um toque, a princípio, suave da tua boca; um beijo morno... Ah! Que delícia.
Depois vem outro, mais intenso e mais outro, uma pausa... Pausa, um sorriso. O teu olhar permeado de desejo e meu corpo respondendo, ao mesmo tempo teso e acanhado. As tuas mãos... Sinto arrepios e solto um gemido, me remeto à você... Saudades...
CYNTHIA MELLO FERRARI
CORAÇÃO VALENTE
CORAÇÃO VALENTE
Coração, profundo coração bate forte sem saber que rumo estabelecer. Com muito e ao mesmo tempo, sem nada pra dizer, segue arrastado por aquilo que tenta negar: você!
Poor Coração, doce coração, iludido jogou e espalhou por aí a sensação de ser autônomo e, o pior... Feliz!
Em uma teia, emaranhado, anos permaneceu, fiel, a sabe-se lá o quê. Cochilou, cochichou e quase não escutou o tom do seu bater.
Orgulhoso coração fingiu não ouvir e tentou de tudo. Caminhos íngremes, passagens suaves, viagens e mundos imaginários, frenesis mentirosos. Contudo, e por tudo, de nada adiantou perambular.
Poor coração! Nobre Coração! No passado decidiu buscar, o porquê de tudo ser assim. Por lá, nada havia de real, somente lembranças coloridas. Magoas, dúvidas, ah! Traições... Talvez!
Inconformado o valente coração marchou em frente, sem admitir que não queria perder-te de vista.
Poor coração! Tolo coração!
Tentou ser único e não se perder em você! Sentiu a distância, o silêncio, o sexo escasso. Optou em conviver com o vazio por ... Medo de te enfrentar. Sofrer! Perder! Enfartou! Gritou forte de dor! Doeu... Ah! Como doeu! E agora?
Noites mal dormidas; poesias não escritas. Muito esforço para suplantar aquilo que parecia não poder ser ultrapassado.
Poor coração! Angustiado coração! Não consegues ser autônomo! Por fim, aceitou que te amava, mais do que parecia compreender, em uma sessão de terapia, no vazio do copo de bebida, na fumaça do teu cigarro.
Orgulhoso coração! Sempre, nas palavras murmuradas sem nexo; nas brigas dolorosas, em gestos insanos, ou nos acalantos de outros, ele sempre te guardou.
Poor coração ! Valente coração! Tentou, ainda resistir. Mas, é vencido pela coroa que tanto evitou.
Poor coração! Agora, não lhe resta mais nada! Não resista. Chega de lutar contra si. Nu a tua frente, treme emotivo, olhar perdido, suor frio. Senti dor, senti prazer que percorre latente a carne quente e vermelha. Subjuga-se como um servo fiel, explode em um orgasmo de sentimentos.
Pulsa coração, harmonioso e, finalmente se perde, em muitos outros, não em ti, ainda inseguro, mas vivo.
Coração valente! Brilhante Coração! Divino coração! Agora, já não é mais fugaz!
Por
CYNTHIA MELLO FERRARI
Coração, profundo coração bate forte sem saber que rumo estabelecer. Com muito e ao mesmo tempo, sem nada pra dizer, segue arrastado por aquilo que tenta negar: você!
Poor Coração, doce coração, iludido jogou e espalhou por aí a sensação de ser autônomo e, o pior... Feliz!
Em uma teia, emaranhado, anos permaneceu, fiel, a sabe-se lá o quê. Cochilou, cochichou e quase não escutou o tom do seu bater.
Orgulhoso coração fingiu não ouvir e tentou de tudo. Caminhos íngremes, passagens suaves, viagens e mundos imaginários, frenesis mentirosos. Contudo, e por tudo, de nada adiantou perambular.
Poor coração! Nobre Coração! No passado decidiu buscar, o porquê de tudo ser assim. Por lá, nada havia de real, somente lembranças coloridas. Magoas, dúvidas, ah! Traições... Talvez!
Inconformado o valente coração marchou em frente, sem admitir que não queria perder-te de vista.
Poor coração! Tolo coração!
Tentou ser único e não se perder em você! Sentiu a distância, o silêncio, o sexo escasso. Optou em conviver com o vazio por ... Medo de te enfrentar. Sofrer! Perder! Enfartou! Gritou forte de dor! Doeu... Ah! Como doeu! E agora?
Noites mal dormidas; poesias não escritas. Muito esforço para suplantar aquilo que parecia não poder ser ultrapassado.
Poor coração! Angustiado coração! Não consegues ser autônomo! Por fim, aceitou que te amava, mais do que parecia compreender, em uma sessão de terapia, no vazio do copo de bebida, na fumaça do teu cigarro.
Orgulhoso coração! Sempre, nas palavras murmuradas sem nexo; nas brigas dolorosas, em gestos insanos, ou nos acalantos de outros, ele sempre te guardou.
Poor coração ! Valente coração! Tentou, ainda resistir. Mas, é vencido pela coroa que tanto evitou.
Poor coração! Agora, não lhe resta mais nada! Não resista. Chega de lutar contra si. Nu a tua frente, treme emotivo, olhar perdido, suor frio. Senti dor, senti prazer que percorre latente a carne quente e vermelha. Subjuga-se como um servo fiel, explode em um orgasmo de sentimentos.
Pulsa coração, harmonioso e, finalmente se perde, em muitos outros, não em ti, ainda inseguro, mas vivo.
Coração valente! Brilhante Coração! Divino coração! Agora, já não é mais fugaz!
Por
CYNTHIA MELLO FERRARI
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